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Prémios Santa Casa Neurociências 2014 - 400 mil euros para Investigação por Boas Causas



26 Nov 2014

Uma equipa do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra e outra do Instituto Gulbenkian e Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian foram as vencedoras na 2ª edição dos Prémios Santa Casa Neurociências, que atribuiu 200 mil euros a cada um dos projetos de investigação.

 

A entrega dos Prémios Santa Casa Neurociências 2014 decorreu esta terça-feira no Palácio Nacional da Ajuda, numa cerimónia que contou com as presenças do Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, do Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Pedro Santana Lopes, do Júri e dos representantes das equipas vencedoras.

 

Durante a cerimónia o Provedor anunciou que, em 2015, a Santa Casa iria "juntar um apoio adicional" a estes Prémios, destinado a financiar as equipas que, em Portugal, investiguem sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

 

Os Prémios Santa Casa Neurociências foram criados em 2013 e representam um investimento anual de 400 mil euros em investigação científica, na área das neurociências. O Prémio Melo e Castro atribui, anualmente, 200 mil euros ao projeto de investigação clínica ou científica que encontre novas respostas para a recuperação e tratamento de lesões vertebro-medulares. Na edição deste ano, o vencedor foi o projeto "Novos substratos celulares para terapias de regeneração espinal", liderado por Moisés Mallo, investigador do Instituto Gulbenkian de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian. Na sua intervenção, Rita Aires, investigadora que em representação de Moisés Mallo recebeu o prémio das mãos do Provedor, expressou o "profundo agradecimento" da sua equipa à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e ao seu Provedor, Pedro Santana Lopes, pela "estratégia de intervenção na sociedade, promovendo o financiamento generoso de projetos científicos".

 

Já Prémio Mantero Belard entrega 200 mil euros ao melhor projeto de investigação, clínica ou científica, que contribua significativamente para a compreensão das causas, prevenção e tratamento de doenças neurodegenerativas, associadas ao envelhecimento, como as doenças de Parkinson e de Alzheimer. Rodrigo da Cunha, do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, cujo prémio foi entregue pelo Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, é o investigador responsável pelo projeto da segunda equipa vencedora, com um estudo subordinado ao tema "O aumento da função dos recetores A2A da adenosina no hipocampo nos défices mnemónicos na Doença de Alzheimer". Rodrigo da Cunha agradeceu ao júri "o voto de confiança" à proposta que apresentou e à Santa Casa, na pessoa do Provedor, "o espírito subjacente a esta iniciativa" já que "quem dá o nome a este prémio" teve uma "atitude de mecenato e de benemerência que infelizmente continua a ser excecional na sociedade portuguesa".

 

No seu discurso, o Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, felicitou as equipas vencedoras da edição de 2014, salientando "a honra em poder testemunhar o sucesso de uma iniciativa ímpar" que "enobrece" simultaneamente a Santa Casa e Portugal. O Primeiro Ministro apresentou, também, as suas "congratulações sinceras" ao Provedor, Pedro Santana Lopes, por ter conseguido dar à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa "uma dimensão extraordinária".

 

Por seu turno, Pedro Santana Lopes, salientou a importância de "destinar recursos a estas causas", já que "nos tempos em que vivemos, mais do que nunca, o desenvolvimento exige investigação, exige inovação", muito particularmente "no campo da saúde". É, por isso fundamental, defendeu, a "procura das soluções que minorem ou curem as enfermidades daqueles que padecem de situações que muito prejudicam as suas vidas".

 

Aos dois Prémios Neurociências criados em 2013, o Provedor, anunciou que, em 2015, vai juntar um novo apoio, dedicado à Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta os neurónios motores.

 

O Júri dos Prémios Neurociências, liderado pelo neurocirurgião João Lobo Antunes, recebeu este ano 28 candidaturas e reuniu professores e investigadores de renome, tais como Catarina Resende de Oliveira (Universidade de Coimbra), Maria João Saraiva (Universidade do Porto), Catarina Aguiar Branco (Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação), Paula Coutinho (Sociedade Portuguesa de Neurologia) e Nuno Sousa (Sociedade Portuguesa de Neurociências). Este painel de avaliação integrou ainda elementos internacionais, tais como George Perry (um dos mais reconhecidos investigadores da doença de Alzheimer), Thomas Gasser, do Joint Programme for Neurodegenerative Diseases Research da EU, e Marta Imamura, da Organização Mundial de Saúde.

 

Os Prémios Neurociências são assim a prova da confiança que a Santa Casa deposita na investigação científica nacional e na qualidade dos investigadores portugueses, contribuindo de forma significativa para o progresso da ciência e para um futuro melhor.

 

Conheça mais no microsite dos Prémios Santa Casa Neurociências

http://www.scml.pt/pt-PT/premios_santa_casa_neurociencias/

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