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Terapia Ocupacional assinala o Carnaval com os utentes



17 Fev 2015

A música de fundo é samba. A sala, decorada com serpentinas e balões de todas as cores, está cheia de pessoas divertidas com cabeleiras cor-de-rosa, verdes e laranja, barbas postiças, narizes vermelhos e mascarilhas.

A festa assinala o Carnaval no Hospital de Sant'Ana (HOSA), na Parede. Mais especificamente, na Unidade de Terapia Ocupacional do Serviço de Medicina Física e Reabilitação. Objetivo: animar os doentes.

Esta terça-feira, dia 17 de fevereiro, os utentes em tratamento ambulatório, que vão diariamente ao HOSA, participam mascarados numa gincana de atividades. Com esta iniciativa, "pretende-se criar maior dinâmica de interação entre os utentes e também ir ao encontro dos objetivos terapêuticos de cada um", explica António Marques, terapeuta ocupacional, responsável pelo grupo neste dia de Carnaval. E ainda, aproveitar esta data para "motivar as pessoas para o que não fazem há muito tempo".

Com uma peruca cor-de-rosa, a terapeuta Carina Santo incentiva as pessoas a erguerem os braços, movimentando-os ao ritmo da música. A mais velha do grupo tem 94 anos e, a mais nova, 15, mas, independentemente da idade, todos aderem positivamente à festa.

Por trás de um espelho, há uma mesa com vários objetos, como luvas, chapéus, óculos, pulseiras. À vez, as pessoas colocam um ou outro desses objetos e as outras têm de adivinhar qual é a diferença que apresentam. É o jogo das diferenças, um dos que fazem parte da gincana. "Uma forma de treinar a concentração e a atenção", como esclarece António Marques.

Maria João Ferreira, outra terapeuta, acompanha os utentes noutros jogos, como a mímica, o pictionary ou o karaoke.

Maria Celeste Zacarias, de 80 anos, tem dificuldades de mobilidade e desloca-se com uma bengala, após uma operação ao joelho. Mas não hesitou em responder à proposta dos terapeutas para levar uma máscara e apareceu na festa com uns óculos com florzinhas e uns corninhos vermelhos. "Foi o que se conseguiu", diz, sorridente. "É uma iniciativa engraçada. Uma pessoa diverte-se e sempre é diferente".

Também José Figueiredo, de 76 anos, acha que a festa "está muito bem feita" e que esta "é uma maneira de aliviar o stress do dia a dia".

Uma mesa cheia de bolos e doces., que cada utente trouxe, reforça ainda mais o clima festivo.

O Carnaval foi assim aproveitado, no HOSA, para fazer um dia diferente de convívio entre utentes e terapeutas, como sublinha António Marques.

 

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