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Um dia para celebrar uma vocação



12 Maio 2016

Qualidade e continuidade de cuidados no Hospital de Sant’Ana

 

No Hospital de Sant’Ana (HOSA) 68 enfermeiros estão distribuídos por sete serviços: Consulta Externa, Internamento 1 e 3, Quartos Particulares, Recobro, Bloco Operatório e Central de Esterilização. Estes profissionais acompanham os doentes que são operados no hospital em todos os momentos, 24 horas por dia.

 

O acompanhamento permanente garante “a continuidade e qualidade dos cuidados”, explica a Enfermeira-diretora do HOSA, Antónia Fernandes. Os enfermeiros trabalham de forma a diminuir as ansiedades e dúvidas que os doentes trazem antes da cirurgia, “há um acompanhamento contínuo, muito mais do que apenas a nível de hospital, começa antes e continua depois da operação”, sublinha Antónia Fernandes.

 

Na Consulta Externa, Maria Antonieta, com 38 anos de Santa Casa e 13 no HOSA conta-nos que “as pessoas chegam com medo, sem saber o que as espera”. A intervenção nesta consulta ajuda a que o doente “colabore para uma recuperação mais rápida”, sempre de acordo com as necessidades da pessoa.

 

Para Maria Antonieta, a passagem por esta consulta contribui para que o doente chegue a esse serviço “esclarecido sobre o que tem de fazer e vai colaborar muito mais facilmente com a enfermeira do internamento e com as terapeutas, porque já sabe o que se espera dele”.

 

No Internamento 3 encontramos a Enfermeira Leonor Carvalho, que trabalha no HOSA há 13 anos. É uma das profissionais que faz o acolhimento do doente e da família e articula com as outras áreas para preparar desde logo a alta hospitalar. Leonor Carvalho esclarece que “são realizados uma série de ensinos tendo em conta a cirurgia, é tudo explicado ao doente e à família para reduzir a ansiedade da pessoa”. São também abordadas várias práticas que permitam “que retome mais rapidamente a sua independência”.

 

Enquanto está no Internamento o doente tem um enfermeiro de referência. Este profissional está por dentro da situação do doente e, sempre que necessário, consegue dar uma resposta personalizada, o que “tranquiliza muito a família e o doente”, conta Leonor Carvalho.

 

Com 25 anos de experiência no bloco operatório do HOSA, a Enfermeira Costa Neves explica que sempre que possível “começamos o contacto com o doente na visita pré-operatória”, para o doente estar mais à vontade, porque “o bloco é um sítio desconhecido para a maior parte das pessoas”.

 

No dia da cirurgia, para além dos outros profissionais de saúde, o doente é acompanhado por três enfermeiros no bloco: o de anestesia, que recebe o paciente, o circulante, que prepara o espaço para o receber e o instrumentista, que presta apoio ao cirurgião. Para todos os materiais necessários para a operação estarem disponíveis contribui o trabalho feito previamente na Central de Esterilização.

 

A enfermeira considera que para estar no bloco é necessária uma grande preparação porque “há aqui uma tensão muito grande” e é necessário ter capacidade de resposta para as situações que surgem durante a operação. O que a move, diz, é “poder estar lá para os outros, estar disponível para alguém que precisa nos momentos mais frágeis da sua vida”.

 

No Recobro, Lurdes Pinto, com 31 anos de trabalho no HOSA, recebe os doentes após a cirurgia, monitoriza o seu estado e acompanha-o durante o período que passa neste serviço. Também aqui é necessário gerir a ansiedade do paciente, que muitas vezes chega ao recobro ainda sob o efeito da anestesia e nem sempre lida da melhor forma com essa situação.

 

Sobre a data que hoje se celebra, Lurdes Pinto acha que “é importante que haja um dia em que se lembrem dos enfermeiros”. A enfermeira soube “desde miúda” que queria seguir esta carreira. Mais do que os aspetos mais óbvios e inerentes à profissão, Lurdes Pinto destaca uma faceta menos visível no contacto com os doentes, “somos os ouvintes deles, isso é muito importante”, conclui.

 

Quando sai do Recobro o doente volta para o Internamento, onde é novamente recebido pela enfermeira de referência. Toda a informação relevante é partilhada por todos os profissionais envolvidos neste processo. Muito depois da operação o doente continua a contactar com o hospital e com os seus enfermeiros, seja para realizar tratamentos, seja para avaliar a sua recuperação.

 

No HOSA, na Domingos Barreiro e em todos os serviços da Santa Casa em que colaboram estes profissionais, o Enfermeiro é um elemento chave para o acompanhamento que os utentes recebem quando recorrem à instituição. O Dia Internacional do Enfermeiro é uma oportunidade para lembrar esta profissão e para reconhecer o trabalho que é desenvolvido diariamente.

 Acompanhe toda a notícia em:

http://www.scml.pt/pt-PT/destaques/um_dia_para_celebrar_uma_vocacao/

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