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Sara Duarte, uma cavaleira de sucesso



08 Maio 2018

Os Jogos Santa Casa são o principal patrocinador da Academia Equestre, centralizando este apoio aos atletas da "Cardiga Paradressage Team". Sara está a caminho de Tóquio 2020, naquela que será a sua terceira participação olímpica.

A Academia Equestre João Cardiga possui um ambicioso projeto desportivo de âmbito internacional, denominado "Cavalgar até Tóquio 2020". O objetivo principal deste projeto passa por preparar, e qualificar, a sua equipa de sete cavaleiros de Paradresage, a maioria com paralisia cerebral, para os Jogos Paralímpicos de 2020, que se realizam em Tóquio.

Ao longo desta parceria, verificaram-se diversas situações em que a prestação dos atletas foi abalada por situações contextuais.

De forma a ser dada uma resposta a estas necessidades específicas dos atletas, os Jogos Santa Casa promoveram um protocolo pioneiro entre o Hospital de Sant'Ana e a Academia Equestre João Cardiga. Através deste protocolo, o Hospital passou a fornecer acompanhamento especializado de psicologia desportiva aos atletas de Paradressage da Academia Equestre João Cardiga.

"Um apoio fundamental"

A primeira atleta a usufruir deste apoio foi Sara Duarte, que foi acompanhada, nos últimos seis meses, por Valdemar Barbosa, psicólogo do Hospital de Sant'Ana.

Sara Duarte tem 34 anos e é portadora de Paralisia Cerebral. Teve, por indicação médica, o seu primeiro contacto com o hipismo aos 7 anos, ao experimentar a hipoterapia (terapia que tem por base a convivência entre a pessoa e o cavalo). Desde então que nasceu e cresceu a sua paixão pelos cavalos e pela equitação, bem como a aptidão para o desporto.

Aos 15 anos começou a praticar Paradressage e aos 24 anos teve a sua primeira experiência olímpica com os jogos de Pequim em 2008. É atleta paralímpica de paradressage/ equitação adaptada, do grau 2. Está na caminhada paralímpica para as suas terceiras olimpíadas e assim vai representar uma vez mais Portugal, nos próximos Jogos Tóquio 2020.

É uma cavaleira de sucesso e foi sempre muito disciplinada ao conseguir manter os estudos e a prática desportiva. Mestre em Ciências Farmacêuticas, consegue conciliar a sua profissão de técnica farmacêutica com a prática da modalidade.

Sara acredita que é "fundamental ser acompanhada por um especialista na área da psicologia desportiva. Andava à procura há uns tempos e o apoio dos Jogos Santa Casa tornaram possível o preenchimento desta lacuna que sentia, espero vir a ter uma prestação mais focada, atingir os meus objetivos e praticar uma competição mais saudável".

Fundamental é também o adjetivo encontrado por Valdemar Barbosa para falar sobre a importância de um acompanhamento constante a estes atletas: "Não se pode propriamente chegar a um ponto em que se diz, este atleta está trabalhado e não necessita de mais acompanhamento. Tal como o trabalho, do treinador e do preparador físico, o do psicólogo deve seguir uma linha contínua no tempo. Há sempre situações novas no dia-a-dia dos atletas que devem ser constantemente trabalhadas (restabelecimento de objetivos, controlo das atividade diárias, gestão de lesões, gestão de expectativas, etc.)".

 

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